Sobre Pandora Hearts, Oz, Alice, Xerxes e outros que você vai reconhecer…

Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll foi um romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo, matemático e reverendo anglicano britânico… Você deve o conhecer pela sua famosa obra Alice no País das Maravilhas, que para sempre e sempre será minha obra favorita.
Lyman Frank Baum, mais conhecido como L. Frank Baum foi um escritor, editor, ator, roteirista, produtor de cinema e teosofista norte-americano… Você deve o conhecer por sua obra “O mágico de Oz”.

Carrol e Lyman foram vanguardistas, e suas obras influenciaram muitas outras… Incluso a que eu irei falar hoje: Pandora Hearts.

Mas comecemos aos poucos… Por que falar deles? Simples, eles quem começaram com todo esse estilo nonsense na literatura… E comecemos pelo meu personagem favorito:

Xerxes Break (ザークシーズ ブレイク, Zākushīzu Bureiku) é um valete do Ducado Rainsworth e é conhecido como o membro mais poderoso de Pandora; tendo a Corrente Legal do Chapeleiro Maluco. Apesar de não ser um Baskerville, Break nasceu como uma criança “da catástrofe” e, portanto, também possui os poderes que vem junto com este título, ainda que um pouco mais fraco.

Como podemos ver, ele é o Chapeleiro Maluco!
Eu não poderia ter pedido um personagem melhor! Excêntrico, engraçado, misterioso, forte e ainda assim, continua gentil e leal a Sherryl até o fim.

Para mim, ele foi o melhor… O que nos leva ao Gato de Cheshire!

Cheshire (チェシャ猫 (チェシャ), Chesha Neko, lit. Gato Cheshire) É uma corrente que vive em uma dimensão criada a partir das memórias de Alice. Ele se assemelha a uma forma humana do Gato de Cheshire de Alice no País das Maravilhas. Cheshire era realmente o gato de Alice de 100 anos atrás. O sino no pescoço dele guarda as memórias de 100 anos atrás, que é mais tarde tomado por Break. O gato de Cheshire é uma corrente única por não necessitar de contratante e não existir no Abismo. Inicialmente acreditava ser um servo fervoroso da Vontade do Abismo, porém mais tarde descobre-se que ele está tentando proteger as memórias de Alice que ela abandonou, a fim de impedi-la de sofrer quando ela se lembrasse delas.

 Outra referencia a Alice no País das Maravilhas! Mesmo que ele esteja muuuuito mais magro, né? haha

Cheshire era realmente o gatinho da Alice no anime, e na história original, ele era alguém muito bem informado, coisa que mantiveram no anime, até porque Cheshire era o único que sabia tudo o que havia acontecido em todos aqueles séculos.

Bem, de Cheshire vamos para… Alice!

É uma complexa referencia…

A Alice é a referência mais complexa que temos… O nome dela obviamente se refere a Alice, e o fato de nessa nova vida ela querer desbravar tudo sozinha…
Mas espere… Temos outra referência aí! Sim, existem duas Alices… A mãe delas foi mandada ao abismo e teve as filhas lá! Mas mandou somente uma de volta… Ou seja, a Alice vermelha ficou na Terra e a Branca no abismo… A vermelha tinha o poder de controlar qualquer corrente na Terra e a Branca tinha o poder de criar qualquer corrente que a Alice desenhasse!

Por muito tempo eu estive procurando a minha personagem favorita do conto de Lewis Carrol, em Pandora Hearts, mas achava impossível que ela não tivesse sido posta!
E agora percebo que deixei escapar… Todo esse tempo, a rainha vermelha e a rainha branca estavam lá! E claro que minha favorita sempre foi a vermelha <3

Finalizando…

Oz = Jack wtf

Vou finalizar com o Oz! … Que no final de tudo era o Jack (?) qqq

Bem, por mais complicado que tudo isso seja, foi um ótimo mangá, e um bom anime… Recheado de referencias de peso! Não tinha como ficar ruim….

Sobre a Obra…

Desde o final do século XIX, na Europa, alguns dos autores infantis vinham questionando o teor das histórias infantis: pregavam que deveriam ser menos violentas e apresentar personagens mais criativos – já que as velhas figuras dos contos de fadas tinham se tornado desinteressantes. Defendiam, ainda, que a função dessa literatura era divertir e entreter – não moralizar; esse papel cabia àfamília e à escola.

A esta corrente adere o americano L. Frank Baum. Em maio de 1900 lança O Maravilhoso Feiticeiro de Oz, que logo se transforma num dos maiores sucessos editoriais da História.

Sua obra marcou de tal forma que o autor viu-se obrigado a produzir sucessivas continuações, dando início a uma série que, continuada por outros autores, longe está de encontrar um desfecho!

Partido Populista? … Eu?

Relações com a política…

Em 1964, Henry M. Littlefield foi a primeira pessoa a declarar que “O Maravilhoso Feiticeiro de Oz” não era apenas um livro infantil, mas sim uma alegoria ao Movimento Populista ocorrido nos Estados Unidos da América no fim do século XIX. Littlefield publicou um artigo chamado “The Wizard of Oz: Parable on Populism.” no diário estado-unidense chamado “American Quaterly.” Desde então, a teoria da relação do livro com o Partido Populista (Populist Party) vem sendo ensinada nas escolas e faculdades estado-unidenses.

Além de Henry M. Littlefield, muitos outros especialistas em política e história estado-unidenses dizem que o livro é muito mais do que um conto infantil, afirmando que Lyman Frank Baum era um seguidor do Partido Populista, e que esse autor usou o livro para defender o principal ideal desse partido, que era introduzir a prata como moeda de circulação no país, quebrando a hegemonia do ouro – ouro este que era escasso e estava quase que completamente sob o domínio dos donos das indústrias, que, por sua vez, eram na maioria membros do Partido Republicano.

Existem inúmeras interpretações para o que Lyman Frank Baum demonstra com o livro, entre as interpretações mais comuns estão que Dorothy é do estado de Kansas, pois na época era um estado completamente rural onde o Partido Populista era forte, devido a presença de muitos fazendeiros. No livro, Dorothy usa sapatos prateados, que significam a prata pisando no ouro, já que toda a estrada era feita de tijolos dourados.

O Espantalho representa a figura comum de um fazendeiro estado-unidense, que é considerado “sem cérebro” pelas elites industriais mas mesmo assim consegue ajudar a solucionar problemas que surgiram durante a jornada do livro.

O Homem-Lata representa o trabalhador das indústrias do nordeste dos Estados Unidos da América, pessoas exploradas por ricos empresários, que já não tem mais sentimentos e não fazem nada na vida além de trabalhar para ganhar pouco.

O exército de macacos comandado pela Bruxa do Oeste representa os nativos e índios da América do Norte. Em vários trechos do livro podem ser encontradas falas dos macacos onde os mesmos dizem que antes da chegada do homem, eles viviam num reino de paz, sem ter que trabalhar nem servir a ninguém.

Sim, esse é o Aslan

E finalmente, o Leão representa o maior nome do Partido Populista, William Jennings Bryan. Um homem muito bom em falar em público, convencendo e persuadindo pessoas sobre a suas idéias, mas que na hora das eleições nunca provou ser realmente forte como parecia. Bryan concorreu a presidência cinco vezes consecutivas e não venceu nenhuma delas.

A interpretação mais comum do fato de que o autor Frank Baum, que era adepto do Partido Populista, ter criticado William J. Bryan em seu livro, é que na última vez em que se candidatou para a presidência dos Estados Unidos da América, Bryan deixou o Partido Populista para se candidatar pelo Partido Democrata, o que contribuiu para o fim do Partido Populista estado-unidense.

Enfim, espero que tenham gostado (E que tenham conseguido terminar de ler porque admito que esse post foi grande), mas espero que tenham aprendido bastante, até a próxima! <3

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